Nesta terça-feira, as Nações Unidas celebram o Dia Mundial da Justiça Social, uma data instituída pela Assembleia Geral em 2007, com o objetivo de fomentar o emprego decente, especialmente para mulheres e jovens, para a construção de sociedades mais justas e equitativas.
A Organização Internacional do Trabalho, OIT, marca a ocasião com uma série de eventos realizados em grandes cidades pelo mundo. Os encontros reúnem palestrantes de alto nível de todo o mundo do trabalho para discutir como colocar a justiça social no centro das agendas políticas internacionais, nacionais e regionais.
Promoção da justiça social
Com o lema “Justiça Social no Centro das Agendas Políticas”, a data abre o debate para o progresso da justiça social, vista como meta primordial para as políticas públicas. Segundo especialistas no tema, citados pela ONU, quando a justiça social é priorizada, as sociedades e economias operam de maneira mais coesa, fortalecendo-se mutuamente.
Apesar dos avanços, são evidenciadas injustiças persistentes, insegurança laboral difundida, altos índices de desigualdade e desintegração dos contratos sociais, agravados pelas crises globais. Assim, o reforço de instituições e políticas que promovam a justiça social é tido como uma urgência.
As propostas para fomentar a justiça social incluem aprimoramento da governança trabalhista inclusiva e eficaz, garantia de oportunidades de trabalho e aprendizado contínuo, reforma institucional para resultados mais justos no mercado de trabalho e ampliação da cobertura de proteções sociais ao longo da vida.
Uma iniciativa que ganha força é a criação de uma ampla Coalizão Global para a Justiça Social, visando fortalecer a cooperação multilateral e políticas alinhadas para promover os objetivos de justiça social.
Para a ONU, a aliança também impulsionaria diálogos sociais nacionais construtivos para identificar e enfrentar as lacunas existentes na justiça social. Há apelos por esforços coordenados para tornar o avanço da justiça social uma prioridade política em todas as esferas.